terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Book Shop e Cintia

Aqui abaixo o texto para uma homenagem dos cidadãos de Pipa à Cintia Junqueira, que deveria ter sido feita durante o "Festival Literário de Pipa", mas que como todas as maracutaias organizadas em Natal, RN, não foi lido.
Cíntia não foi homenageada como os pipenses pensantes exigiam, foi esquecida pela organização do evento, mas em Pipa nós não nos esquecemos dela.
Tito Rosemberg
Agora vamos fazer uma homenagem à pessoa que melhor representa a literatura e os livros em Pipa. Cintia Junqueira.
Uma guerreira incansável que ama livros e que com enorme sacrifício pessoal tem dedicado toda sua vida à divulgação deles na nossa comunidade.
Neste momento em que se comemora o primeiro Festival Literário, não podemos deixar de fazer nossa homenagem à ela, apesar da inexplicável e indesculpável ausência dela e do seu heróico Bookshop na organização, programação e realização deste evento que trata do que ela mais entende: livros!
Cintia é a espontaneidade em pessoa, modesta, cheia de vida, energia criativa e de tantas realizações, sempre disposta a ajudar os alunos da rede pública de Tibau do Sul a desenvolver o conhecimento da literatura, sem a qual não há inteligência.
Seu projeto Leitura na Praça tem levado, ano após ano, o amor aos livros para as vidas desta criançada nativa que vive numa cidade sem sequer uma única biblioteca oficial.
Mas, graças a Cintia nós temos o Bookshop, nossa encantadora biblioteca não oficial, onde as cabeças pensantes, moradoras ou de passagem, se encontram todos os dias para ler, discutir sobre livros e fazer cultura.
O Bookshop é um centro comunitário efervescente, ponto obrigatório de visita para os viajantes cultos e residentes pensantes.
Pipa também tem a biblioteca do Educapipa, uma organização não governamental onde também Cintia dá seu recado e participa de diversas atividades.
Ela é a verdadeira embaixadora dos livros e não há revista, jornal ou televisão que venha à nossa comunidade e não a entreviste, divulgando seu belo trabalho, honrando nossa comunidade com seu pensamento radical e libertário em defesa da inteligência.
Cíntia é um patrimônio de Pipa e do Rio Grande do Norte, apesar de ainda não ter o reconhecimento que merece, como no caso deste Festival Literário.
Nós, batalhadores da vida cultural, queremos deixar aqui nosso recado aos organizadores deste evento: esperamos que nos próximos Festivais literários Cintia Junqueira, Secretária da Extra Oficial da Cultura de Pipa tenha a posição de destaque que merece por toda uma vida dedicada aos livros.
Pipa não seria a mesma ela!
O Festival não se lembrou de você nem do Bookshop, querida Cintia, mas nós não te esqueceremos jamais!
Obrigado por existir e pela sua bela trajetória de vida, Cintia Junqueira, musa da nossa cultura!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Desabafo de "flipense" de todo dia

Cintia Junqueira mora na Pipa há mais de dez anos, há pouco menos do que isso investe em cultura numa praia que é conhecida por outras características.
É dona do Book Shop - um espaço que vende e aluga livros. Pelo inusitado e bom gosto, já foi notícia no Fantástico.
Aos domingos, Cintia não vai ao mar como 9 entre 10 pipenses, vestida de palhaça visita as comunidades carentes de Tibau do Sul, lendo clássicos para jovens e crianças da região.
Cintia foi esquecida do I Festival de Literário da Pipa, não foi sequer convidada para ter uma tenda na estrutura do evento. No último dia, recebeu flores das mãos do cantor Lobão. Um reparo que parece não ter sortido efeito.
- Faço Flipa todo dia aqui na Pipa, disse a gaúcha que já se considera potiguar.
Agora cedo, me surpreendi com um comentário de Cintia no post "Flipa de Todos". Confiram.
FLIPA de todos, menos dos Pipenses, que foram totalmente ignorados. Ninguém do local foi incluido na programação. Fomos totalmente subestimados. Falta de comunicação?? Deinteresse? Soberbia??
Foi Feira Literária NA PIpa, não DA Pipa. A idéia e a intenção é maravilhosa, mas o mau gosto e a breguice na estrutura foi evidente. Esperamos que o próximo ano seja mais democrático, podem contar conosco. Agora nos toca limpar o lixo deixados por estas estrelas caídas (de paraquedas).
É dona do Book Shop - um espaço que vende e aluga livros. Pelo inusitado e bom gosto, já foi notícia no Fantástico.
Aos domingos, Cintia não vai ao mar como 9 entre 10 pipenses, vestida de palhaça visita as comunidades carentes de Tibau do Sul, lendo clássicos para jovens e crianças da região.
Cintia foi esquecida do I Festival de Literário da Pipa, não foi sequer convidada para ter uma tenda na estrutura do evento. No último dia, recebeu flores das mãos do cantor Lobão. Um reparo que parece não ter sortido efeito.
- Faço Flipa todo dia aqui na Pipa, disse a gaúcha que já se considera potiguar.
Agora cedo, me surpreendi com um comentário de Cintia no post "Flipa de Todos". Confiram.
FLIPA de todos, menos dos Pipenses, que foram totalmente ignorados. Ninguém do local foi incluido na programação. Fomos totalmente subestimados. Falta de comunicação?? Deinteresse? Soberbia??
Foi Feira Literária NA PIpa, não DA Pipa. A idéia e a intenção é maravilhosa, mas o mau gosto e a breguice na estrutura foi evidente. Esperamos que o próximo ano seja mais democrático, podem contar conosco. Agora nos toca limpar o lixo deixados por estas estrelas caídas (de paraquedas).
Pipa flipa com João da Mata
O Book-Shop de Pipa
Manhã de sábado-primavera a praia, Pipa. Acorda. Escritores convidados pela Flipa e acompanhantes aproveitam para caminhar em suas ruas, areias e escadas. O poeta no hotel ler para palestrar. Vejo subindo uma escada – vagarosamente - o escritor Ronaldo Correa de Brito. Assim também como um voyeur surpreendo as passadas lentas, claro - estamos na praia – envoltas numa cabeleira branca do escritor Raimundo Carrero. Da Danusa Leão só escuto ecos. A Flipa é uma festa, principalmente para os convidados e alguns jornalistas.O sebo pela manhã está fechado. Não tem hora certa para abrir, sou informado. Após um bom papo diverso genérico sobre livros no sebo vermelho volto ao sebo, digo book-shop internacional como é a Pipa. A Dona Cíntia está lendo no seu sofá- garçonniere-morada e oásis. Já me imagino sem nada para ler numa praia e encontro um sebo, onde posso emprestar, trocar e alugar livros. São muitos livros nos mais diferentes idiomas. Livros em Sueco, Alemão, Inglês, Japonês, Italiano e Português. Muitos ainda cobertos por uma fuligem de um fogo recente. Todos os livros foram doados, informa a simpática Cíntia. Muitos não estão à venda. Doando um livro você fica com um crédito de muitas leituras. Um oásis para uma praia – cidade que carece de cultura, para além das belas mulheres desfilando de poucas roupas em suas ruas.
A Cíntia é a atração principal do sebo. Muito viajada nas cidades, vida e livros. Mora no sebo e não paga em muitos restaurantes. Dorme numa rede como gosto. Um livro sobre o Maranhão não está à venda. Um outro organizado pelo Correa Lago também não. Compro o Terror na Alcova do Serge Bramly, baseado no Marques de Sade. E História do Amor no Brasil da Mary Del Priore. A pipa é mesmo a praia dos amores. No teto da pequena loja dos livros adornada pelos retratos de muitos escritores, tem uma pintura mal-feita da Origem do Mundo do Courbet. Uma bela gata se enrosca nas minhas pernas. Cíntia está feliz com a nossa visita. As pessoas sentem falta em Pipa de cultura e de livros, fico sabendo ao conversar com Cíntia e com outras pessoas. Um Italiano que mora na Pipa há quatro anos gostou da nossa conversa do Sebo Vermelho e ficou. Sua filha de dez anos foi mandada embora. Aquilo não é lugar para criar filhos. Um outro Italiano faz o registro de quem tem o que dizer sobre a Pipa antiga. D. Inácio é convidado.
Nos bares muitos menores. Pouca polícia e muita droga.
Hora de partir, diz os amigos Homero e D. Inácio. Já é estrada... É Belo o pôr-do-sol na lagoa Groairas. Pipa precisa de mais cultura e agradece ao sebo de Cíntia. Até a volta!...
João da Mata Costa
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Erradicar a pobreza em Tibau do Sul/RN
"Os Jovens vivem num mundo onde não rege o sistema de valores que nos formou , sistema este que não desprezava os perdedores e acreditava que a pobreza era fruto da injustiça.
Agora o perdedor e o fracassado são dignos de desprezo coletivo.
Hoje é obrigatório o êxito e eles sentem a pressão existencial de ter que ganhar.
Aquela visão do mundo comum na nossa geração não demonizava aos pobres, mas agora eles merecem seu destino, porque a ineficiência tem que ser castigada."
Eduardo Galeano
Faço parte da comissão de educação da PIPA PLANEJADA.
Nossa maior vitória, por enquanto mais teórica do que prática, como quase tudo, é a conquista de um terreno e a promessa do governo estadual da construção da ESCOLA MODELO onde teriam cursos profissionalizantes.
A sugestão vigente é a que sejam cursos de Técnico em Turismo, Técnico em Bares e Restaurante e Técnico em Meio Ambiente.
Não podemos esquecer que em Tibau do Sul temos pobres rurais, embora os fanáticos defensores do turismo não se dêem conta disso.
Como poderiam estes pobres rurais se beneficiar do turismo sem empregar-se em rede hoteleira e sem falar inglês?
Naturalmente que seria plantando, cultivando a terra para produzir alimentos, que seriam vendidos aos restaurantes e pousados locais. Assim não teríamos a necessidade de recorrer a produtores de fora e ficamos bem mais perto da sustentabilidade tão falada e desejada.
Toda definição frouxa colocará tantos problemas como a falta de definição
Com recursos que Tibau do Sul dispõe não há razão para que os pobres permaneçam pobres. Nossas dificuldades se ligam muito mais a má administração do que a falta de recursos, com estrutura administrativa adequada, esses recursos podem resolver o problema da pobreza.
Não se devem obrigar os pobres a aceitar uma formação por se acreditar que ela lhes é necessária.
Quem financia é quem faz a escolha. Esse é todo o problema.
Em vez de apoiar a criatividade e a energia dos indivíduos criando políticas e instituições que os capacitem e favoreçam sua autonomia, ansiosamente tentamos induzi-los em compartimentos inventados por nós.
A importância do Curso de Agricultura e Pesca, e, a formação de uma cooperativa agrícola, é para que nossa terra e nossa gente se tornem menos pobres e mais produtivas.
Se pode, a partir do nada por em funcionamento um sistema popular que ofereça aos pobres um domínio maior de técnicas complexas e os associe a um projeto macroeconômico.
Quando uma autoridade é séria e quer que uma coisa aconteça, ela consegue.
A idéia de um jovem trabalhar duro pra servir um empregador me parece revoltante. A vida humana é preciosa demais pra que a desperdicemos assim, preparando-nos para o mercado de trabalho para depois passar a vida inteira a serviço de um empregador.
A pobreza é uma doença crônica. Não pode ser curada com medidas improvisadas. Pode haver medidas de curto prazo, mas é preciso ter em mente uma estratégia de longo prazo quando se da um rápido passo tático.
A pobreza não pertence à sociedade humana civilizada. Seu lugar é em um museu.
Abrir saídas para o trabalho independente criando instituições apropriadas e adotando medidas eficazes seria a melhor estratégia para eliminar o desemprego e a pobreza.
terça-feira, 19 de maio de 2009
O que é o LEITURA NA PRAÇA
O projeto “Leitura na Praça” está desde Julho de 2006 divulgando o livro e a leitura num município carente de iniciativas culturais e educacionais.
A idéia consiste em levar livros infantis, teatro e fantoches para a praça pública de várias localidades do município, tendo em vista a divulgação da leitura e de hábitos de cidadania junto do público infantil.
São lidas e encenadas histórias às crianças, sendo estas também convidadas a desenhar, pintar e realizar outras atividades lúdicas.
O “Leitura na Praça” já se apresentou em Pipa, Piau, Umari e Sibaúma, mas quer chegar a todos os lugares do município onde existam crianças à espera de uma boa história.
O “Leitura na Praça” é um projeto totalmente autônomo, independente de qualquer entidade pública ou privada.
O “Leitura na Praça” só depende de nós - quem o organiza - e de Você - quem o pode ajudar.
Como pode ajudar?
Doando livros infantis. Doando papel e lápis de cor. Doando copo descartável. E também doando idéias e sugestões. Doando o que você pode, para que a história do projeto “Leitura na Praça” seja sempre uma história verdadeira.
Contamos consigo. Obrigado. Entregas no Book Shop Pipa.
Leia mais sobre o projeto “Leitura na Praça”:
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